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Como esvaziar a cabeça.
sem meditação, nem coach!

Querido leitor,
Os 1.429.921.746 habitantes de Nova Deli, capital da Índia, transitam por ruas compartilhadas por carros, motocicletas, riquixás e até vacas.
Reza a lenda que esse é o trânsito mais caótico do mundo!
Mas eu posso garantir que, às vezes, a nossa cabeça consegue ser ainda mais caótica do que o trânsito da Índia.
Se você concorda comigo, essa fofoca é pra você!
Se não concorda, bom..
Já que você tá aqui, não custa nada ler até o final!

Uma pessoa pode ter cerca de 3 mil pensamentos por hora.
Segundo alguns estudos da neurociência, uma pessoa pode ter entre 50 e 70 mil pensamentos por dia — o que dá cerca de 3 mil por hora.
E, pasme: 80% a 90% desses pensamentos são negativos ou inúteis.
(eu mesma, dia desses, me peguei pensando se Adão tinha umbigo…)
Além dessa quantidade absurda de pensamentos, nossa cabeça ainda precisa lidar com tomadas de decisão, processos de reflexão, aquisição de conhecimento...
Naturalmente, em algum momento ela fica CHEIA.
Como você lida com isso?
Eu vou te contar como aprendi a lidar com essa minha cabecinha que — a julgar pelo meu histórico de buscas no Google, que vai de "Por que o cantor Belo foi preso nos anos 90?" até "Correlação ideológica entre o Estoicismo e o Cristianismo" — é, no mínimo, tão movimentada quanto o trânsito indiano.
🛑 Disclaimer rápido: cabeça cheia não é overthinking.
Overthinking é um padrão obsessivo e repetitivo de pensamento que gera ansiedade, estresse e precisa de acompanhamento profissional — não de Fofoca.
Sigamos.

Naturalmente, em algum momento a cabeça fica CHEIA.
Vamos partir do pressuposto de que a dica clássica da meditação deixaria essa fofoca… menos interessante (e talvez meio batida também).
Além disso, não me sinto confortável em falar sobre algo que ainda estou aprendendo a aplicar — até o momento do envio desta newsletter, são 78 dias consecutivos de prática, mas sem grandes avanços ainda.
Então, aqui vão dicas nada óbvias, que aplico há pelo menos 6 anos e que me trouxeram paz e serenidade sem precisar virar monja nem me mudar pro Tibete.
Como esvaziar a cabeça - sem meditação, sem coach e sem precisar virar monje:
1. Tempo de pausa
Pode ser 10 minutos pela manhã pra passar um café com calma e esperar a alma fazer download. Pode ser 30 dias de férias. Duas horinhas antes de dormir. Um dia inteiro offline no fim de semana.
O importante é: isso precisa virar rotina, igual ler e responder e-mails ou WhatsApp. A pausa ajuda sua cabeça a ser um lugar melhor pra se habitar.
2. Silêncio
Quando foi a última vez que você ficou 30 minutos em silêncio, sem precisar responder ninguém (online ou offline)?
Pra alguém que é conhecida por "falar pelos cotovelos", ter momentos de silêncio me ensinou muito sobre contemplação e presença.
E olha que interessante: descobri sem querer dia desses que o silêncio também tem benefícios fisiológicos — estimula o crescimento de novas células no hipocampo (parte do cérebro ligada à memória e aprendizado) e reduz os níveis de cortisol.
Silêncio não é vazio. É espaço.
3. Reduzir deliberadamente os estímulos
Instagram, TikTok, YouTube, e-mails, grupo da família, WhatsApp, streaming, mil abas abertas, gente falando com você… tudo isso junto vira um colapso sensorial.
Nem sempre dá pra fugir pro meio do mato (embora eu esteja cogitando!), mas dá pra filtrar.
Você não precisa cortar tudo — mas pode começar pelo que te veio à cabeça enquanto lia esse parágrafo.
(Eu vi você pensando em um app aí…)
E agora... o hack que mais mudou minha vida:
Conheci no livro “O Caminho do Artista” as Páginas Matinais.
A ideia é escrever 3 páginas todos os dias pela manhã, sem se preocupar com pontuação, gramática ou sentido. O objetivo é só um: esvaziar a mente.
Pode escrever até "acho esse exercício idiota, mas tô tentando fazer pra ver se me ajuda em alguma coisa…”.
É um espaço seguro. Ninguém vai ler. Não é pra compartilhar com ninguém. É só seu.
Faço isso há 6 anos. Hoje escrevo só 1 página por dia, mas comecei com as 3 como manda o figurino. No início é difícil, não vou mentir, mas depois você pega gosto pelo processo.
Essa fofoca surgiu muito do momento que tô vivendo: off das redes sociais, redescobrindo o impacto do hiperestímulo.
Sem 80% das notificações diárias, percebi o quanto de barulho tinha na minha cabeça.
Barulho não é música. Nem som. É só ruído.
E no meio do ruído… muita música boa se perde.
Talvez o que estava acontecendo na minha vida 4 meses atrás esteja acontecendo aí também.
Eu achava que o mundo tava rápido, caótico, barulhento. Mas era a minha cabeça que tava assim.
Quando parei e descansei, percebi que o mundo ao redor passou a seguir o meu ritmo.
No fim das contas, o mundo de fora é reflexo do mundo de dentro. Quase nada muda lá se não mudarmos aqui.
Mas cortando esse papo meio monjístico…
A fofoca de hoje é um caminho prático e pé no chão pra você viver melhor na sua eterna morada: a sua mente!
P.S: Se você curtiu esse texto, que tal enviar para um amigo? Fofoca boa a gente não guarda!
⬇️ Meu Download Mental
📙 (1) O que estou lendo:
O Deus Que Destrói Sonhos - Rodrigo Bilbo
Esse livro fala com muito embasamento, sobre a nossa presunção de que Deus precisa abençoar nosso caminho e seguir nossos planos e sonhos. Tem sido uma leitura reveledora e uma crítica necessaria a Teologia da Prosperidade.
🎧 (2) O que estou ouvindo:
Amor, I Love You/ Citação de Eça de Queiroz
Só agora, lendo as obras clássicas e me educando para apreciar poesia, me dei conta da preciosidade que é essa versão do clássico da Marisa Monte com a citação da obra “Primo Basilio” de Eça de Queiroz. Por favor, escute e preste atenção nesses versos lindos!
📽️ (3) O que estou assistindo:
Inteligência Ltda. com Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos) [Youtube]
Rodolfo Abrantes é músico, compositor e é o convidado desse episódio. Ele foi integrante da banda Raimundos, fez muito sucesso nos anos 90 e hoje faz carreira solo e prega o Evangelho pelo Brasil afora - e eu já chorei de rir e chorei emocionada assistindo essa história. Vale a pena!
🧶Segue o fio para se aprofundar nesta Newsletter:
Até a próxima fofoca.
Com atenção {e offline}
Edlen Lindoso.