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6/12: príncipes encantados
era uma vez...
Querido leitor,
Venho por meio desta estreitar ainda mais nosso vínculo construído aqui, através da Fofoca.
Hoje, vamos discutir um tema que renderia uma ótima série de conteúdos (talvez até da Netflix!) - meus relacionamentos, ou melhor, minha perspectiva sobre eles!
Escrever é meio que um hábito.
Comecei na adolescência, escrevendo músicas, poemas e alguns eventos marcantes em meu diário, mas parei na vida adulta. Retomei quando descobri que poderia chamar de "Escrita Terapêutica" sem parecer uma adulta bobona que tem um diário.
Foi uma recomendação da minha terapeuta e até tem referência bibliográfica no livro "O Caminho do Artista", para justificar socialmente que, mesmo passando dos 30, em alguns aspectos, ainda me sinto uma adolescente dos anos 2000 fazendo teste da Revista Capricho sobre o meu príncipe encantado ideal.
Graças a esse hábito que me acompanha há tanto tempo, esta semana encontrei no meu drive um documento que me chamou a atenção; era de 2020 e estava salvo como:
"Para todos os meus príncipes encantados"
Eu juro que fitei o documento, pensei alguns segundos se abriria ou não..
Senti minhas bochechas esquentando, comecei a pensar de quem era aquele documento que só pelo título em si já me dava vergonha, imagina o conteúdo… eu não lembrava de ter rascunhado aquilo!
Decidi abrir.
É engraçado que, apesar de muitos motivos que a vida adulta e minhas próprias escolhas trouxeram, eu ainda acredito no amor.
O amor em que acredito é aquele romântico, clichê, impregnado de tal maneira em meu imaginário que, mesmo colecionando histórias ruins, tendo zero habilidade em flerte e alguns traumas, não consigo me desvencilhar.
(E nem sei se quero, para ser bem honesta).
Pode ter sido culpa da Disney, dos livros de romance de procedência duvidosa, das comédias românticas cinematográficas ou meu sol em Câncer, eu não sei, mas sigo com o coração cheio de esperança de que esse amor pode estar por aí.
Ao abrir o documento, vi, em ordem cronológica, todos os meus relacionamentos até agora, como começaram, como terminaram, quem era aquela pessoa para mim.
A vergonha foi dando lugar a um orgulho, quase que maternal, da minha versão mais infantil que escreveu aquelas linhas.
Escrevi com um olhar de quem entendeu que precisava viver cada uma daquelas histórias, com cada um daqueles príncipes, para me tornar a princesa que sou hoje.
E tenho muito orgulho da princesa que me tornei!
Foi muito bom reler esse texto e, inevitavelmente, acabei tirando alguns insights, olhando por outro prisma, e gostaria de compartilhar aqui:
Existem vários tipos de princesas no mundo; quanto antes você entender que tipo de princesa você é, mais leve será trocar o sapatinho de cristal pelo All Star.
Saber o que você busca, o que você merece, aquilo que tornará seu coração um transbordo de felicidade não vale de nada se, ao primeiro sinal, você se contentar com o que aparece.
Pior do que ficar sozinha na Torre, é estar em um castelo grande, bonito e colorido, porém com o príncipe errado!
Às vezes, o desejo de viver seu conto de fadas é tão grande que te impede de perceber que algumas histórias não mereciam seu tempo.
O príncipe pode ser um sapo em alguns dias, tudo bem, ninguém é 100% algo, mas certifique-se de que o sapo é a exceção, não a regra!
Uma dica: se depois do beijo ele ainda permanecer um sapo, acredite - ele não é o príncipe!
Acreditamos que os contos de fadas são sobre encontrar o príncipe encantado, ou sobre o beijo de amor verdadeiro, mas a verdade é que, se você parar pra observar, todo conto de fadas fala sobre uma jornada íntima, divertida e corajosa sobre nós mesmas.
Então, minha mensagem final é:
O conto de fadas é seu; pegue a caneta e o papel e escreva-o de acordo com seus termos!
A vida passa rápido demais para não viver o amor que você tanto sonha.
Bom, do lado de cá ainda não encontrei o meu Príncipe, mas sigo acreditando e espero que você também!
⬇️ Meu Download Mental
📙 (1) O que estou lendo:
A Vaca Roxa - Seth Godin
Obra mais recente do Seth Godin, o blogueiro de negócios mais influente do mundo e pioneiro nas discussões sobre ética no marketing direto on-line, que é o livro do mês no meu clube do livro - Link logo abaixo se quiser participar!
🎧 (2) O que estou ouvindo:
Hot Mess - Thundermother
Banda de hard rock da Suécia, formada só por mulheres, que descobri por acaso lendo um artigo meio brega e sexista da Rolling Stones que dizia que elas eram o “AC/DC de saias” resolvi ouvir e virei fã. Essa música tá na minha playlist “Chama Amor”.
📽️ (3) O que estou assistindo:
Médicos em Colapso
Dorama romântico, divertido e leve. Aborda a importância da saúde mental e a tentativa fracassada de atender as expectativas dos outros como caminho da felicidade. A 2º parte da temporada sai essa semana.
🧶Segue o fio para se aprofundar nesta Newsletter:
Toda semana teremos uma fofoca quentinha.
Pega um cafezinho e vem comigo?
Até a próxima fofoca!
Com atenção
Ed.