Uma verdade difícil

esforço não é o mesmo que impacto.

Querido leitor,

Se nós nos conhecemos bem, isso também já aconteceu com você:

Final de um dia comum, uma quinta-feira, 20h. Você chega em casa cansado, com a cabeça cheia. Não parou um minuto, talvez nem tenha almoçado direito...

Mas, além do cansaço tedioso, existe outra sensação presente.

Uma sensação angustiante.

Você está cansado, mas com a sensação de não ter feito nada!

O ano era 2016, e eu estava passando pela minha primeira transição de carreira — dando adeus à CLT e olá para o mundo do empreendedorismo.

E o que descrevi no início era, basicamente, um dia médio na minha vida!

Era algo tão comum que eu não conseguia me lembrar dos dias que não terminavam comigo me jogando, com a roupa do corpo, na cama. Olhava para o teto do meu quarto e pensava:

Meu Deus, eu tô exausta e nem fiz metade do que precisava fazer!

Eu não sei se foi o cansaço, o desespero ou a minha personalidade (que acredita que tudo é um problema de conhecimento), mas resolvi que precisava aprender a gerenciar melhor meu tempo!

Até aquele momento, aos 25 anos, saindo da escola para a faculdade, da faculdade para o emprego formal, eu nunca tinha precisado gerenciar meu próprio tempo.

Minha agenda era a agenda da escola e, depois, do trabalho típico: de segunda a sexta, das 8h às 18h. Eu recebia para cumprir uma carga horária, desempenhar um papel e não, necessariamente, ser produtiva.

O jogo virou quando resolvi empreender. Nessa dinâmica, eu precisava ser produtiva para gerar receita. Pela primeira vez, percebi que ninguém nos ensina a gerenciar nosso tempo ou nossas prioridades.

Bom, lá fui eu: exausta, desesperada e inconformada, aprender sobre gestão de tempo, performance e produtividade para não surtar antes do meu CNPJ completar um ano de vida.

Foram incontáveis livros, e-books, cursos, vídeos no YouTube (na época, todos em inglês).

E, numa dessas buscas, esbarrei em uma frase que mudaria tudo:

uma verdade difícil…

"Esforço não é o mesmo que impacto."

Um soco doeria menos!

É subversivo pensar que o seu esforço não está diretamente ligado ao seu resultado.

Fomos ensinados que, quanto mais nos esforçamos, mais resultados teremos.

Porém, basta olhar em volta para saber que isso não é verdade — não é o indivíduo mais esforçado que ganha mais, que é mais reconhecido, valorizado ou renomado!

É quem gera impacto. É quem gera mais resultado!

Às vezes, nos preocupamos tanto com os e-mails, reuniões e WhatsApps que esquecemos daquilo que só nós podemos entregar de valor, de fato.

Nos esforçamos tanto para manter relações, parcerias e compromissos que não nos levam ao lugar que realmente desejamos.

Mas veja, isso não quer dizer que o esforço não serve pra nada, que é sobre fazer corpo mole pra vida...

Vocês nunca me verão aqui defendendo outra coisa que não o trabalho duro!

Mas não é sobre trabalhar duro ou se esforçar; é sobre despender seus esforços em algo sem propósito, sem impacto!

(Falo disso na Fofoca sobre o “Mito de Sísifo”, que você pode ler aqui no final.)

É sobre ocuparmos nosso tempo com tantas tarefas pequenas — às vezes até importantes, mas quase nunca fundamentais — para construir o impacto que sabemos que podemos gerar.

Não é o indivíduo mais esforçado que ganha mais, que é mais reconhecido, valorizado ou renomado.

Eu decidi trazer esse tema como a primeira Fofoca de 2025 como um aviso e um lembrete.

Um aviso sobre a limitação dos nossos recursos principais: tempo e energia.

E um lembrete sobre o que realmente importa no fim do dia: IMPACTO!

Te desejo um 2025 de impacto!

⬇️ Meu Download Mental

📙 (1) O que estou lendo:

Capital Erótico - Catherine Hakim
Era uma pendência da lista de leitura de 2024. O livro traz um olhar científico sobre o capital erótico - uma mistura de beleza, charme, elegância e sex appeal, atributos que ajudam o indivíduo a se destacar profissional e socialmente. Ainda não finalizei, mas é um dos livros mais interessantes que li nos últimos anos.


🎧 (2) O que estou ouvindo:

Me Rehúso - Danny Ocean 
Resolvi aprender espanhol este ano e agora meu Spotify está descobrindo o pop latino e o reggaeton enquanto eu me desespero para aprender os tempos verbais dos hermanos! Mais do que filmes e séries, o que me ajuda a melhorar minha pronúncia em outro idioma é ouvir música! Quem sabe até o final do ano não arrisco uma viagem para praticar...

📽️ (3) O que estou assistindo:

XO, Kitty [Netflix]
Não sei o que aconteceu nos últimos anos, mas acabei perdendo o ritmo como telespectadora - onde foi parar a Edlen que assistia documentários escandinavos sobre consumo?. Nas poucas vezes que ligo a TV, é sempre para assistir algo que me distraia, algo leve. Confesso que até filmes assisto de forma parcelada. Surpreendentemente, essa série bem água com açúcar me pegou e finalizei as 2 temporadas em 2 dias.

🧶Segue o fio para se aprofundar nesta Newsletter:

P.S: Feliz ano novo!

Até a próxima fofoca.
Com atenção,
Ed.